domingo, 6 de fevereiro de 2011
Suspiro
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
I'll never be able to forgive you; for making me love you
My head aches and I'm drunk
quinta-feira, 22 de julho de 2010
As coisas que não me faltam
Ultimamente sinto uma leveza da qual não tenho o que me queixar. Uma liberdade contínua, livre de culpas e arrependimentos. No começo da semana coloquei um fim explícito em um ex-namoro que há muito dava o que falar. Nunca houve brigas, nunca houve pessoas feridas na esfera sentimental, entretanto, amores incondicionais e de formas diferentes coexistiam e coexistem, portanto, era hora de definir e delimitar o que queríamos desse relacionamento. Apenas deixamos claro o que queríamos daqui para frente, eliminamos possibilidades e projetamos um futuro. Amizade prevalece, não estamos preparados para perder um ao outro, nosso relacionamento é algo que não pode se perder, independentemente do rumo que tome. Romance nos últimos meses foi uma das coisas que não faltaram. Checado!
Passo cerca de dez horas do meu dia estudando, é algo importante passar no vestibular, conseguir independência financeira e ser bem sucedido na carreira que escolhi. Tiro boas notas e mantenho uma vida social até que bem agitada para um vestibulando focado. Amigos, escola, familiares, nada disso atingiu um patamar que me incomode de alguma forma, não falta nada neste campo. Fazer a social, ser o filho e aluno exemplar não me faltam também. Checado!
Recebi algumas ligações dos últimos dois empregos que tive, ambos estáveis. Decidi sair por ofertas melhores ou por desejar me focar nos estudos. Os dois pediam para que eu retomasse minhas atividades, acredito que isto signifique que serei bem sucedido e que sou reconhecido por aquilo que faço no campo profissional. Engajamento de carreira, contatos e autoconfiança são fatores que também não me faltam. Checado!
Ainda assim, sinto como se um vazio me desconsolasse. Falta algo, um complemento. Satisfação plena eu sei que não existe para ninguém. Mas algo me mantém inquieto, não me leva a tristeza e ao mesmo tempo faz com que eu me mova numa procura constante, numa sede incessante por algo que nem ao menos sei o que é. É estranho se sentir “feliz” e ao mesmo tempo incompleto, numa busca sem sentido.
PS: Para quem perguntou no MSN, estou voltando a desenhar, sim. Pretendo colocar algumas ilustrações nos próximos posts.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
A tal da Sogo
Sai com um leitor do blog para conversar, conhecer e ver o que tinhamos em comum. Foi divertido. Assistimos um filme francês louco e sem sentido e posteriormente fui a festa de um amigo. Dia de aula, o qual eu matei para ter um encontro com expectativas um tanto quanto exageradas. Sou meio imaturo para algumas coisas e dessa vez acho que magoei alguém sem necessidade. Agi friamente e sem pensar quando disse que queria apenas amizade e creio que acabei magoando o rapaz com quem sai. Enfim, espero ter a chance de marcar um passeio para pedir desculpas. A festa foi animada, melhor amigo e eu pondo assunto em dia e muita gente dançando, foi o máximo!
Voltando a programação normal:
Sexta-feira passada, no feriado da Revolução de 1932 (aqui na cidade de São Paulo é feriado, acredito que não seja feriado nacional) eu fui a uma balada com duas amigas, a tal da Sogo na região central do município, dançamos e nos divertimos e ocorreu algo que me surpreendeu. Dispensei todos os caras que apareceram, dancei a noite toda e bebi pouco. Acho que atingi um estágio de maturidade ou simplesmente "estou de boa" como me disse minha amiga. Acredito que o que eu estou querendo mesmo é viver um amor, ou melhor, uma paixão, daquelas que não se tem que dar muita satisfação e que rola naturalmente, sem pressão. Aquele sorriso que no fim da tarde te deixa aquecido por dentro, mas que ao mesmo tempo é minimamente essencial sem interferir com todo o resto da vida. Cheguei a conclusão de que nós, seres humanos, somo inconstantes de uma forma bela e sem sentido, mas essa inconstância é boa, no faz evoluir em todos os sentidos. Estar vivo é maravilhoso.
PS: Alguém ai tem um bom RPG para indicar que não seja Final Fantasy?
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Quem souber amar, me leva!
Então eu passo, amanhã vou sair com um leitor do blog, ver o que rola. Sinto-me tão bem, tão essencialmente completo que um relacionamento está em segundo plano. Não é que eu não queira ninguém, é só que o meu timing está perfeito. Não sou o tipo de cara que sai só para ficar, mas se rola um clima bacana eu deixo rolar. Gosto daquela coisa de olhos vidrados uns nos outros e depois aquela pegação forte que te deixa suado e sem fôlego só com beijos. Aquele suspiros abafados, barbas roçando e o que tiver que rolar dependendo do momento. Sexo casual não é algo que me agrada, entretanto vou contar algo que aconteceu há dois anos e não me arrependo nem um pouco.
Certa noite saí com um grupo de amigos do colégio (a maioria lésbicas), ficamos em um bar com música MPB super bacana, Snooke e muitas cervas. Depois de um tempo percebi que um cara tava olhando para nossa mesa. Boa pinta, barba por fazer, meio fortão.
Ele aproximou-se da nossa mesa e começou a jogar conversa fora (não sei o porquê, mas quase nunca dou iniciativa). Papo vai, papo vem. Começamos a flertar e ele disse que se me vencesse no Snooke ele teria direito a um encontro. Eu topei.
Acabei vencendo e o cara ficou decepcionado, depois puxei ele pra fora e ficamos durante um tempo do lado de fora do bar;
A pegação foi tão doida que quando fui perceber estávamos quase sem camisa no meio da rua.
Fomos para um motel e rolou todo tipo de coisa aquela noite. Não trocamos telefones, não acolhemos um ao outro. Mas rolou o que tinha que rolar naquele momento e foi muito bom! Hehehe!
domingo, 30 de maio de 2010
Últimas Semanas
As últimas três semanas foram divertidas, de um ponto de vista doentio, é claro. Fui à Virada Cultural, aqui na cidade de São Paulo. Fiquei no Largo São Francisco onde rolaria um som eletrõnico que eu curto. Fui com alguns amigos do cursinho e com dois professores que, agora, acho que são amigos também. Muita cerva, Smirnoff e Jurupinga depois acabei "ficando" com um dos meus professores, o que é curioso, pois não foi o meu primeiro docente e provavelmente nem o último. Os meus amigos agora estão me chamando de "Maria Giz" ¬¬
Foi uma coisa super nerdística, discutindo a existência de Deus e as justificativas da física, química e biologia para isso. Mas enfim, deixando o papo chato de lado, vou relatar o que aconteceu:
Estávamos formando um círuclo e dançando muito ( cada um com uma garrafa de Smirnoff na mão), eramos cinco homens e acredito que eu era o mais novo.
O professor estava dançando de frente pra mim e até ai, ninguém tinha assumido nada quanto a sexualidade. Muita bebida depois sentamos na calçada da Sanfran pra descansar e conversar. Foi quando um casal gay passou de mãos dadas e todos os cinco os acompanharam com um menear de cabeça. Demos risada e começou o papo de quem já tinha ficado com outro cara (se fossem todos héteros começariam a zoar as bichas e fazer graça). Por surpresa (ou não) todos já tinham ficado com outro cara. Os olhares se cruzaram e risos desfarçados foram escutados.
De repente uma mão passou pelo meu ombro e uma barba por fazer roçou na minha jugular, meu professor de Bio II sussurou no meu ouvido:
- Sabia que eu vez ou outra fico com homens?
- Sério? - respondi - Eu também, mas ultimamente não tenho encontrado ninguém que valha a pena.
- Mas um rapaz tão bonito não deveria ficar solteiro! - (Cantada fraca!) - Se quiser posso te apresentar alguém que valha a pena.
- Não, não. Realmente não precisa.
- Por quê? - ele fez cara de bêbado desentendido.
- Acho que eu já conheço essa pessoa.
Nesse momento eu puxei ele e beijei. Pessoal, sabe quando um beijo faz o tempo parar? Só existem você e o cara, todo o resto do mundo desaparece e a pegação faz com que você se sinta um verdadeiro Bon Vivant. Depois disso, marcamos algumas saidelas pra lugares mais reservados: Cinemas, parques, shopings, motéis e etc.
Infelizmente não somos um par que combina tanto, mas criamos uma relação legal. Um dos meus amigos está namorando o professor de Física e fica um clima bacana nas aulas de Cinemática quando contamos piadas internas.
Sei lá, minha vida está boa. Os meus dias estão gostosos e me sinto bem por correr atrás daquilo que eu gosto. Desde a morte do meu primo, sinto-me mais leve, com uma perspectiva de vida diferente. Estou curtindo os momentos da minha vida sem exagerar. Estou sendo levado pelo tempo e sou conduzido de forma agradável. A minha vida para ser melhor, só falta um amor, se bem que ultimamente não tenho sentido tanta falta assim. Mas que seria bom ter alguém pra partilhar, isso seria! Dividir momentos agradáveis e difíceis. So my friends, bye bye!
"Relinquish your pain unto me..."
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Cansaço + falta de cérebro = ?
Ontem quando estava voltando do cursinho, totalmente desatento, encontro no meio da avenida Imigrantes um cara pelado rolando na calçada. Havia um grupo de pessoas do outro lado observando o possível louco/embriagado se divertindo. Olhei aquela cena por uns dez segundos, pasmo, tentando entender o que se passava. Neste mesmo instante um cara alto e muito bonito parou do meu lado tendo a mesma reação. Olhou para mim, deu um sorriso e me entregou um papel. Eu ainda estava em choque pelo peladão no meio da avenida, achei que era panfletagem e não dei muita atenção. O cara atravessou a rua sem nem olhar pro peladão, olhou para trás viu que eu ainda estava em choque e sorriu novamente. Somente quando cheguei em casa, dali uns quinze minutos que fui ler o papel. Havia o nome Ricardo e uns números borrados, os quais eu não conseguia ler, foi aí que pensei:
“Quem em sã consciência faz panfletagem à meia-noite e meia?”.
O que me fez refletir sobre a possibilidade de que as coisas mais idiotas e improváveis acontecem quando o seu cérebro está num estado de transição astral, sem tempo de reação ou qualquer mobilidade física e te fazem perder o que parecia ser uma boa oportunidade de conhecer alguém legal. Com certeza não vou voltar a ver o cara e o peladão não vai voltar a rolar na avenida Imigrantes para nos dar tempo o suficiente de dizermos um “oi” indiscreto ou de tomarmos uma cerveja no bar da esquina. Agora dou risada pela minha falta de compreensão naquele momento.
Talvez tenha sido o homem da minha vida, talvez tenha sido só um amigo que eu não tenha reconhecido ou mesmo um outro doido, mas o que mais me dá raiva é a minha falta de atenção total a esse tipo de coisa! So my friends, let it be... let it be!
PS: Pra quem curte video games, uma dica: Xenosaga Episode I, II e III
